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Socorro, são gémeos!

Socorro, são gémeos!

05
Jun20

"E a adoção, ainda é uma possibilidade na vossa vida?"

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Ainda Sobre a adoção, uma questão pertinente: "E a adoção, ainda é uma possibilidade na vossa vida?"
Desde nova que tenho esse desejo no coração. A minha mãe ouvia-me algumas vezes pedir para irmos buscar um menino para ser nosso irmão, infelizmente nunca aconteceu.
Casei com uma pessoa que também estava disponível para adotar uma criança, mas, mais uma vez, infelizmente até agora não aconteceu.
Na segurança social explicaram-nos que o tempo de espera é muito porque há muitas crianças institucionalizadas mas poucas disponíveis para adoção.
A adoção ainda é uma possibilidade na nossa vida, respondendo diretamente à pergunta, não desistimos do processo continuamos em "fila de espera".
Não criamos grandes expectativas para o futuro, preferimos viver e esperar um dia de cada vez. Conheço casais que passaram 10 anos e continuam à espera. Talvez, caso aconteça, mudemos os critérios. Neste momento estamos inscritos como a aguardar um bebé de 0 a 2 anos, talvez na próxima avaliação mudemos a idade para uma criança já mais crescida.
Mas isto são todos "ses", não sabemos se algum dia seremos chamados, vou confessar que não fazia ideia que fosse tão difícil e demorado a questão da adoção. Por enquanto fica o desejo no coração, o futuro Deus sabe e aguardamos para saber se esses dias virão.

 

03
Jun20

Infertilidade - Adoção

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Adoção. Este foi um projeto que quisemos muito abraçar e foi uma das nossas primeiras opções.

Hoje faz um ano que fizemos o último tratamento de fertilidade que originou os nossos gémeos e por isso, hoje, queria partilhar convosco que sofrem ou não do problema de querer muito ter um filho e não conseguir, os outros caminhos que seguimos.

Quando se tem muito amor para dar há sempre uma criança que o precisa de receber. Eu sei que toda a gente já ouviu falar sobre adoção. Então porquê falar nisto? Porque o tempo que levamos a tomar uma decisão pode ser decisivo para todo o processo. 

O tempo é o nosso principal inimigo. Quando damos fé temos 35 anos e as filas de espera para os tratamentos de fertilidade com apoio do estado têm uma longa fila de espera, podem demorar anos e só temos até aos 39 anos. Depois esperamos até todas as opções terem esgotado e o depois, quando achamos que ainda há tempo, pode ser já tarde demais ou numa altura da nossa vida em que já estamos fora da faixa etária padrão.

Para iniciarmos o processo de adoção foi tudo muito fácil e acessível (deixo em baixo o site da segurança social com toda a informação, caso tenham interesse em saber), contactamos a equipa de adoção da segurança social da nossa área de residência, recebemos o contacto por parte deles para agendamento de uma sessão de esclarecimentos e fomos à sessão de esclarecimentos. Tudo começou desta forma, deram-nos um tempo para pensar no que realmente queríamos e entregámos a candidatura (documentos necessários). Depois foram seis meses de avaliação, umas entrevistas com a psicóloga e assistente social, o preenchimento de alguns questionários e avaliação da nossa casa. Concluída a avaliação recebemos em casa uma carta a informar que fomos aceites para adoção.

Até aqui parece tudo fácil. O murro no estômago vem com a informação de que o tempo em média de espera para receber uma criança é de sete anos. E já passaram dois anos e entretanto continuamos à espera.

Porque partilhar esta informação com vocês? Se querem mesmo não desistam e não percam tempo, às vezes perdemos um pouco a noção do tempo e quando damos por ele já estamos talvez fora de tempo.

Mas e se depois, no decorrer dos anos, sou aceite para adoção e depois engravido? É sempre possível cancelar a inscrição do processo e caso achemos que já não temos idade certa para adoção, ou caso, entretanto, já não tenhamos possibilidades financeiras e /ou filhos, podemos sempre pedir o cancelamento.

Não há nada mais gratificante do que podermos oferecer a uma criança um lar e o carinho que lhe faltou de berço. O meu conselho, em primeiro lugar é de que temos de fazer o luto sobre esta questão da infertilidade, não podemos entrar no processo de adoção quando ainda estamos no processo de frustração de tratamentos que deram errados, a adoção não pode ser usada como um penso rápido para a ferida.

Em segundo lugar, não ter medo de amar e avançar.

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Mais informação:

http://www.seg-social.pt/como-adotar

 

 

 

13
Abr20

Infertilidade, porque não falar sobre isso?

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Falar sobre a dificuldade em engravidar, é extremamente dificil, frustante, para quem passa por esta dificuldade. Sinto que ainda existe pouca compreensão sobre o tema por pessoas que nunca passaram pelo mesmo, mas pode apenas ser impressão minha.

Foi assim que tudo começou.

Durante cinco anos tentámos engravidar sem sucesso, foi quando decidimos recorrer a ajuda.

Muitos eram os comentários depreciativos por termos mais de trinta anos e não termos filhos. Muitas eram as piadas logo silenciadas quando referiamos a nossa incapacidade.

Ao longo destes cinco anos, e durante todo o processo de fertilidade, foi um caminho doloroso e com alguns desapontamentos, que só nós os dois conseguiamos entender. É um processo emocionalmente esgotante, que nos fez isolar um pouco pois era dificil falar sobre o assunto. Engravidar e conceber um filho é uma situação natural e fisiológica do ser humano, mas para nós estava dificil.

Ao final de dois tratamentos sem sucesso, passados dois anos fizemos o terceiro tratamento, e último comparticipado pelo estado, conseguimos assim engravidar.

E tinhamos desta forma os nossos gémeos a caminho.

 

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Mais informações sobre o apoio do estado

https://www.saudereprodutiva.dgs.pt/legislacao/infertilidade.aspx

 

 

Mais sobre mim

37 anos, no estrangeiro, cesariana prematura de gémeos...sobrevivi.

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