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Socorro, são gémeos!

Socorro, são gémeos!

27
Mai20

Já somos Portugueses!

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Hoje, finalmente, fomos ao Consulado da Embaixada de Portugal tratar da cidadania. Faz quatro meses que nasceram e ainda não tinham nacionalidade, uma vez que ainda não podem ser Holandeses e porque até agora a Embaixada esteve fechada, por causa do confinamento.

Hoje fomos a Den Haag, conhecida dos portugueses como Haia, hoje finalmente somos oficialmente portugueses.

Porque é tão importante querer ter cidadania? É o sentido de pertencermos a um povo, a uma comunidade e, a cidadania, é reconhecida como o "direito a ter direitos".

Porque enquanto estamos em Portugal isto é tão pouco relevante, é um dado adquirido.

Deixo um texto de Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público' (10 Junho 2011)

"Portugal,

Estou há que séculos para te escrever. A primeira vez que dei por ti foi quando dei pela tua falta. Tinha 19 anos e estava na Inglaterra. De repente, deixei de me sentir um homem do mundo e percebi, com tristeza, que era apenas mais um dos teus desesperados pretendentes.

Apaixonaste-me sem que eu desse por isso. Deve ter sido durante os meus primeiros 18 anos de vida, quando estava em Portugal e só queria sair de ti. Insinuaste-te. Não fui eu que te escolhi. Quando descobri que te amava, já era tarde de mais.
Eu não queria ficar preso a ti; queria correr mundo. Passei a querer correr para ti - e foi para ti que corri, mal pude.

(...)

A tua pergunta bocejada, de país farto de ser amado, amado de mais, aborrecido com tanto amor, apesar da merda que tens feito e da maneira como nos pagas, é sempre a mesma: «Diz-me lá, então, porque é que me amas...»
Pois hoje vou-te dizer. Não me interessa nada a tua reacção. Estás a ver? Já comecei a mentir. É sinal que a minha carta de amor já começou.

Amo-te, primeiro, por não seres outro país. Amo-te por seres Portugal e estares cheio de portugueses a falar português. Não há nenhum outro país, por muito bom ou bonito, onde isso aconteça.
(...)


(Texto completo no Post anterior)

Fotos Den Haag - Haia

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27
Mai20

Amo-te, Portugal - Miguel Esteves Cardoso

Amo-te, Portugal - Texto de Miguel Esteves Cardoso
 
"Portugal,

Estou há que séculos para te escrever. A primeira vez que dei por ti foi quando dei pela tua falta. Tinha 19 anos e estava na Inglaterra. De repente, deixei de me sentir um homem do mundo e percebi, com tristeza, que era apenas mais um dos teus desesperados pretendentes.

Apaixonaste-me sem que eu desse por isso. Deve ter sido durante os meus primeiros 18 anos de vida, quando estava em Portugal e só queria sair de ti. Insinuaste-te. Não fui eu que te escolhi. Quando descobri que te amava, já era tarde de mais.

Eu não queria ficar preso a ti; queria correr mundo. Passei a querer correr para ti - e foi para ti que corri, mal pude.

Teria preferido chegar à conclusão que te amava por uma lenta acumulação de razões, emoções e vantagens. Mas foi ao contrário. Apaixonei-me de um dia para o outro, sem qualquer espécie de aviso, e desde esse dia, que remédio, lá fui acumulando, lentamente, as razões por que te amo, retirando-as uma a uma dentre todas as outras razões, para não te amar, ou não querer saber de ti.

Custou-me justificar o meu amor por ti. És difícil. És muito bonito e és doce mas és pouco dado a retribuir o amor de quem te ama. Até dás a impressão que tanto te faz seres odiado como amado; que gostas de fingir que estás acima disso, olhando para os portugueses de agora como o céu olha para os passageiros nos aviões.

Já que estava apaixonado, sem maneira de me livrar - nem sequer voltando para ti e vivendo contigo mais trinta anos - que remédio tinha eu senão começar a convencer-me que havia razões para te amar.

Encontram-se sempre. E, a partir de certa altura, quando já são seis ou sete razões que se foram arranjando ao longo dos anos, deixamos de amaldiçoar este amor que nos prende a ti e, inevitavelmente, começamos a sentir-nos, muito estúpida e secretamente, vaidosos por te amarmos. Como se fôssemos nós que tivéssemos sido escolhidos.

Digo nós mas falo por mim. Digo eu sabendo que não sou só eu, que nós somos muitos. Possivelmente todos. Tragicamente todos, um bocadinho. Se calhar estamos todos, de vez em quando, um bocadinho apaixonados por ti.

A tua pergunta bocejada, de país farto de ser amado, amado de mais, aborrecido com tanto amor, apesar da merda que tens feito e da maneira como nos pagas, é sempre a mesma: «Diz-me lá, então, porque é que me amas...»

Pois hoje vou-te dizer. Não me interessa nada a tua reacção. Estás a ver? Já comecei a mentir. É sinal que a minha carta de amor já começou.

Amo-te, primeiro, por não seres outro país. Amo-te por seres Portugal e estares cheio de portugueses a falar português. Não há nenhum outro país, por muito bom ou bonito, onde isso aconteça.

Mesmo que não achasse em ti senão defeitos e razões para deixar de te amar, preferia isso, mesmo deixando de te amar, a que não existisses.

Se deixasses de existir, o meu olhar ficava de luto e nunca mais podia olhar para o resto do mundo com os olhos inteiramente abertos ou secos ou interessados.

Para que continuasses a existir, mesmo fazendo cada vez mais merda, trocava imediatamente ir-me embora de ti e nunca mais poder voltar e nunca mais poder ver-te, e nunca mais encontrar um português ou uma portuguesa, e nunca mais poder ler ou ouvir a língua portuguesa.

E olha que este é um desejo que muitas vezes tenho.

Esta é a única verdadeira prova de amor: fazer tudo para que sobreviva quem se ama. Mesmo que nunca mais te víssemos, Portugal, saberíamos que continuavas a existir, que as nossas saudades teriam onde se agarrar. Por muito que mudasses, mal te deixássemos e nunca mais te víssemos, já não mudavas mais.

Mesmo que não houvesse em ti um único pormenor que não houvesse nos restantes países do mundo, que são muitos; mesmo que houvesse um país escondido que fosse igualzinho a Portugal em todos os pormenores; mesmo assim eu amar-te-ia como se fosses o único país do mundo, diferente em tudo.

Portanto, já viste, ó Portugal: não preciso de nenhuma razão para te amar. Amo-te sem razão. Amo-te às cegas, antes sequer de olhar para ti. Podes ser o pior país do mundo, ou o melhor, ou o mais monotonamente assim-assim. Não me interessa. Amo-te. Amo-te à mesma. Amo-te antes de falarmos nisso.

Amo-te tanto que, quando perguntas porque é que eu te amo, não fico nervoso nem irritado. Não preciso de tentar dar uma razão convincente. Amo-te à mesma, fiques ou não convencido.

E, mesmo que te aborreças de ouvir todas as razões que tenho para te amar, eu continuarei a dizê-las, porque gosto de dizê-las e porque, que diabo, também eu preciso, às vezes, de me lembrar e de me convencer do quanto eu te amo.

Amo-te mesmo que sejas impossível de conhecer ou de descrever. Isto é muito importante. O Portugal que eu conheço e descrevo é apenas o Portugal que eu julgo, se calhar, conhecer (pouco) e descrever (mal).

Cada pessoa apaixonada por ti está apaixonada por um Portugal diferente do meu. Até o meu Portugal é, conforme os climas, bastante diferente do meu - para não dizer estrangeiro.

Por exemplo, uma das razões por que te amo é o teu clima. Acho que tens um bom clima. Mas não julgues que há muitos portugueses apaixonados por ti que concordam comigo. Esses julgam o teu clima dia a dia e hora a hora e gostam dele, quando muito, vinte por cento do ano. Em cada cinco horas do teu clima, gostam de uma e odeiam quatro.

Pois eu amo-te sem saber sequer se o teu clima é bom ou mau. Não tenho a certeza, mas não interessa: amo-te mesmo ignorando tudo a teu respeito. Amo-te mesmo estando completamente enganado. A pessoa convencida sou eu. Quem está convencido que ama, quando fala do seu amor, não quer convencer ninguém. Quer declarar que ama. Se é bom ou mau nem secundário é. Fica noutro mundo, onde vivemos.

Como vês, não preciso de razões para te amar. Mas tenho muitas. E boas. A primeira delas é secreta e embaraça-me confessá-la: amo-te, Portugal porque, não sei como e contra todas as provas e possibilidades, acho que és o melhor país do mundo.

Pronto. Está dito. É uma vergonha pôr as coisas de uma maneira tão simples. Mas era isto que eu estava há que séculos para te dizer: amo-te, Portugal, por seres o melhor país do mundo.

Como vês não sou o romântico que estava a fingir ser, que te ama sem precisar de razões para isso. Tenho uma razão muito interesseira para te amar: acho que és o melhor país do mundo. Por muito relativista que eu seja noutras coisas, acho mesmo que tive sorte de nascer aqui. Em ti. Aqui, entre nós.

Desculpa.

Mesmo assim, insistes em perguntar: que tens tu de tão especial, que os outros países não têm?

Essa íntima vaidade, por exemplo. Tu não és orgulhoso. Mas, muito bem disfarçada, tens uma vaidade sem fim. Dizes-te feio e vestes-te mal mas, quando passas por um espelho, espreitas e achas-te giro. E se alguém te diz que és feio e estás mal vestido, não ficas ofendido - achas que aquela pessoa é obviamente estúpida e não tem olhos na cara.

Ou, pelo menos, não tem o discernimento e o bom gosto necessários para apreciar a tua oblíqua mas inegável formosura. A tua beleza, estás convencido, está reservada para os apreciadores. A ralé passa ao lado e não vê: deixá-la passar.

A tua vaidade é tanta que até te permites um grande desleixo. Sabes que, na terra onde nada plantaste, há-de crescer um jardim preguiçoso que um dia será selvagem e bonito, sem qualquer esforço teu. Deus e o tempo trabalham por tua conta.

Sabes que a tinta fresca salta muito à vista e que é cansativa. Esperas, despreocupado, pela beleza que há-de vir com a passagem dos tempos. E a vaidade que sussurra, preguiçosamente, a quem insista em aproximar-se: «Sim, eu sei que sou uma casa bonita e não, não me lembro da última vez que fui pintada. Eu cá não preciso de me abonecar.»

Graças ao desleixo que a tua vaidade consente, mudas menos do que os outros países. As pessoas acham que és conservador, que és contra a mudança. Mas não é isso. És vaidoso e preguiçoso porque achas que não precisas de grandes esforços ou mudanças: sabes que continuas encantador.

O teu desleixo também é causa de muito sofrimento mas não é numa carta de amor que vou falar dele. Também tem consequências agradáveis.

Por exemplo, dizes que queres ser um país de primeira categoria. Mas sabemos todos que não queres. Gostas de ser de segunda, como gostas de não ser de terceira. Gostas de ter países melhores do que tu, para visitar ou invocar, quando fazes aquela fita de lamentar que não seja possível teres tudo o que tens de bom, menos tudo o que tens de mau, trocado pelo melhor que houver nos outros países.

Tu não queres nada a não ser que gostem de ti. E não estás disposto a fazer nada por isso. Nem é preciso serem muitos a gostar. Se calhar, até te bastava um. Aposto que é essa a impressão que consegues dar a cada um dos desgraçados, como eu, que estão apaixonados por ti.

Eu poderia perder anos a fazer um cuidadoso retrato de ti. Por muito verosímil que fosse, davas uma olhadela e dizias com desdém, a fazer-te caro ao mesmo tempo: «Isso não sou eu. Isso é outro país qualquer que inventaste...»

É a tua maneira, Portugal amado, de garantir que continuaremos a tentar retratar-te. Tanto te faz que o retrato seja feio ou bonito, desde que seja de ti.

Quanto mais variados forem, mais gostas. Até tu, nas tuas paisagens, varias e hesitas tanto e recusas-te a decidir, como quem não tem pressa e, no fundo, não escolhe nem decide, porque quer tudo.

Preferias ser amado por quem tem razões para te odiar? Isso sei eu. Paciência. Eu amo-te porque mereces. Eu amo-te pelas tuas qualidades. Preferias não tê-las. Para que o amor fosse mais puro, mais contraditório, mais injustificável. Mas tens qualidades.
Desculpa lá dizer-te isto, Portugal, mas amar-te é uma coisa simples.

Amo-te, aconteça o que acontecer. Amo-te por causa de ti. Não é apesar de ti. É por causa de ti. Não há outra razão. Nem podia haver uma razão mais simples.

Por muito que te custe ouvir (apesar de eu saber que não só não te custa nada como gostas de ouvir), digo-te: é tão grande o meu amor por ti que até consigo amar-te sem dar por isso.

Já viste?

Miguel "


Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público' (10 Junho 2011)
23
Mai20

Oh não!! Sapinhos!

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Desde os primeiros dias de vida que nos debatemos com este problema, sapinhos!

Ainda na neonatologia, primeiros dias de vida, o Duarte tem o rabinho que parecia assado, pensámos que estava a fazer alergia aos toalhetes que usavam no hospital. Passámos a limpá-lo com gase e água, mas mesmo assim estava cada vez mais vermelho, ficou em ferida e começou a sangrar. Então a médica passou uma pomada antifúngica. Passaram duas semanas e não havia melhoras. Então descobriu-se que o problema estava na boca, eram sapinhos. (Sapinhos ou candidíase oral, provocado por um fungo).

"Cuidado que pode passar ao irmão" , pois....pegou! É muito difícil separar as coisas deles, são quase todas iguais.

Uma vez que é difícil esterilizar tudo em cada utilização optámos por etiquetar tudo e se possível escolher chuchas, fraldas, objectos diferentes para cada um. Nem sempre é bom os gémeos terem tudo igual. Fica a dica.

Não é fácil, ainda ontem o Tiago, sem percebermos como, estava a chuchar a chucha do irmão.

Após 4 meses os sapinhos continuam a aparecer, começa sempre pelo Duarte, que deixa de querer comer, e acaba sempre por pegar ao irmão.

Ainda há poucos dias nos livrámos de mais uns sapinhos. Por favor sapinhos, mais não.

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15
Mai20

Se não chegasse a loucura de mudar de país..mudámos de cidade!

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Se já não chegasse a loucura de mudar de país a meio da gravidez, entre a gravidez e o parto, mudámos de cidade. 

Veldhoven, uma cidade vizinha de Eindhoven, mais verde, mais tranquila e mais próxima do local de trabalho. 

A casa estava vazia, tivemos de a mobilar. Como devem imaginar com o barrigão sobrou tudo para o homem da casa. Graças a Deus ficou tudo pronto mesmo antes de sermos internados. 

É aqui que vamos ficar sem data de prazo para voltar. 

É aqui que vamos crescer enquanto família, que vamos chorar e dar as primeiras gargalhadas. 

Por enquanto os meninos não têm nacionalidade, até nisto a pandemia nos isolou, logo não podemos sair daqui. 

Veldhoven foi a cidade escolhida por nós para vivermos por agora e é aqui que vamos começar e reiniciar a nossa história.

11
Mai20

Deverão os gémeos partilhar Berço?

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Os profissionais de saúde não aconselham o partilhar o berço por razões de segurança, havendo o risco do Síndrome de Morte Súbita, uma vez que há o risco de rebolar, aconselham berços separados desde o início. Compreensível.
Nós decidimos os nossos partilharem. Decidimos a partilha de berço porque eles iriam dormir no nosso quarto ao nosso lado. A partilha só foi possível até aos 3 meses, a partir daí deixaram de caber (sei que há à venda berços próprios para gémeos que permitem eles dormirem juntos até serem mais crescidos, mas nós não comprámos).
Pode ser impressão minha, mas enquanto dormiram juntos os sonos eram mais longos, mais tranquilos e coincidentes. Desde que dormem separados têm sonos separados, o que torna tudo mais difícil.
Colocá-los a dormir juntos tem o seu risco mas também tem momentos únicos como o que vemos na imagem em cima.
Nota: o berço nas imagens em cima era o que utilizávamos para as sestas do dia, para a noite utilizávamos outro onde os colocávamos cabeça com cabeça, é o mais aconselhado e mais seguro (imagem em baixo). No meio do berço colocamos uma almofada, para que pudessem ficar inclinados por causa do bolsar.

 

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06
Mai20

"É melhor que os seus bebés tenham uma mãe saudável e descansada, do que beber leite materno. Felizmente nos dias de hoje temos outras alternativas."

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Quando engravidamos tentamos fazer planos para tudo, mas como sempre, pelo menos para mim, corre tudo ao contrário do planeado. Amamentar, a coisa mais natural do mundo, assim como engravidar, também foi uma luta para mim. Então, naturalmente, eu escolhi amamentar os meus bebês. Antes de os meninos nascerem, pesquisei sobre amamentação de gémeos, fui a consultas com a especialista de amamentação (aqui nos Países Baixos existe essa especialidade mas não sei como se traduz).

Grande parte da minha experiência desde a conceção, gravidez e parto esteve fora do meu controlo. Eu tive que confiar nos profissionais médicos e ter fé de que as coisas iriam acabar por acontecer. Mas, uma vez que eu tinha dois bebês saudáveis ​​já cá fora nos meus braços, queria recuperar o controlo e fazer o que achava melhor para eles, amamentá-los.

Apesar da minha determinação, infelizmente, não foi exatamente como eu havia planeado. Estava em recuperação e tinha sempre uma enfermeira que me tentava ajudar na amamentação, assim como as visitas regulares da especialista da amamentação e sem sucesso. O leite não era suficiente nem para um bebé quanto mais para dois. O Tiago, que estava na incubadora com menos de 1,5kg, precisava muito de leite materno (era o melhor para o desenvolvimento dele), mas chegou uma altura que não era suficiente. 

Fiz medicação para a tentativa de maior produção. Eu tentei TUDO mas mesmo assim não foi suficiente! Não há ninguém que se sinta pior do que uma mãe, que quer dar o melhor que tem aos filhos e não consegue, mas mesmo assim havia pessoas que insistiam em achar que eu não estava a fazer o suficiente para conseguir.

Desisti no dia em que a especialista me disse: "É melhor que os seus bebés tenham uma mãe saudável e descansada, do que beber leite materno. Felizmente nos dias de hoje temos outras alternativas."

A rotina de amamentar e colocar o bebé para dormir é uma maneira de criar um vínculo com o bebé, assim permitimo-nos um ao outro desfrutar dessa tarefa, podendo o pai da mesma forma que a mãe ir criando laços com os dois. O lado positivo é que podemos ser dois a dar biberon durante a noite e que durante o dia nos permite ter também outra flexibilidade.

 

 
 
 
 
 
 
 

 

03
Mai20

Filho é um ser que nos foi emprestado

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Hoje uma amiga minha partilhou este texto comigo e eu queria partilhar com vocês todas que são mães, (e aos pais também).

"Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo."

José Saramago                                                            

Feliz dia da mãe

02
Mai20

Quem somos nós

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Escolher os nomes para os bebés para alguns pais é uma tarefa complicada. Não sei como foi convosco. Para nós foi fácil, um escolhe um nome o outro escolhe o outro.

E assim continua a nossa história.

O primeiro nome a ser escolhido foi Duarte. O nome Duarte é de origem Inglesa da variante "Edward" que significa guardião, próspero. Este foi o nome que escolhemos para o nosso bebé maior em tamanho e peso.

O segundo nome a ser escolhido foi Tiago. O nome Tiago é de origem Hebraica, é uma variação de Jacob que significa O vencedor. Este foi o nome que escolhemos para o nosso mais pequenino.

Quando escolhemos os nomes não fazíamos ideia do que iria acontecer no decorrer da gravidez. Aconteceu que o nosso Duarte, como o nome indica, foi abençoado em tamanho, desenvolveu-se bem e posteriormente foi um companheiro do irmão, acompanhando-o sempre nos piores momentos, o nosso guardião. O nosso Tiago, como o nome indica, foi um vencedor, na barriga lutou muito para conseguir crescer, quando não tinha fluxo suficiente no cordão umbilical, e continuou a lutar semanas depois na incubadora nos cuidados intermédios, hoje está forte e a crescer, o nosso vencedor.

 

 

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37 anos, no estrangeiro, cesariana prematura de gémeos...sobrevivi.

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