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Socorro, são gémeos!

Socorro, são gémeos!

03
Ago20

Já temos 6 meses!

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Estamos de volta.

Fizemos 6 meses em Portugal. Pusemos as redes sociais de lado para aproveitar ao máximo a família, só podemos partilhar convosco hoje.

Já estamos mais crescidos, já queremos conversar, já agarramos em tudo o que nos colocam à frente, já comemos sopa, fruta e papa. Já rebolamos, tentamos rastejar e já nos viramos sozinhos.

No dia 20 de Julho fizemos 6 meses e finalmente pudemos ver e conhecer alguma parte da família.

 

 

 

 

08
Jul20

Começámos com a sopa e fruta!

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Começámos com as sopas e as frutas.

Primeiro dia começámos com um puré de batata e cenoura. O Tiago adorou, queria comer tudo de uma vez. Era mãos na boca, babete na boca, sopa no queixo, no nariz, no ovinho, na roupa, no fim parecia que tinha andado na guerra. O Duarte a primeira experiência não foi muito boa, chorou o tempo todo, comeu muito menos que o irmão. Em comum tiveram a banana, não gostaram.

Nos outros dias fomos acrescentando mais coisas, cebola, couve coração, couve-flor e a maçã.

O Tiago continua a querer comer tudo de uma vez e muito depressa, quando acaba continua a parecer que andou na guerra. O Duarte agora gosta mais da sopa e da fruta, come muito bem e muito limpinho.

Com os dois demora um pouco mais de tempo do que o que estávamos à espera, mas têm comido tudo muito bem, às vezes com a ajuda da chucha, mas têm comido tudo.

 

 

 

26
Jun20

Ontem foi um dia de gémeos, um caos!

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Sabem quando dizes que vais ter gémeos e te respondem "Boa Sorte!" e não percebes porque te dizem isso? Ontem foi um dia daqueles, de gémeos.
Estás sozinha com eles, tudo parece estar a correr bem, um dorme e outro está sossegado ao colo. De um momento para o outro um começa a chorar, o outro acorda e depois é por aí até se renderem muitas horas depois.
Enquanto dás banho a um o outro está a chorar desalmadamente, dás um banho a correr e trocas, pensando que agora que o que tomou banho vai acalmar. Troca-se. Assim que meto o outro na banheira começa o outro a chorar desalmadamente, mais um banho apressado. Calmos depois do banho? Claro que não, o choro continua e estou sozinha. Pensas: o que será que os vizinhos vão pensar?
Hora de comer, os dois a chorar. Qual vais escolher para dar de comer primeiro? Nenhum, meti-os no carrinho e dei de comer aos dois ao mesmo tempo. Depois do banho, depois do leite vão ficar mais calmos? Ontem não, Ontem decidiram que não, ontem estávamos os três sozinhos e decidiram ser terríveis até o pai chegar. E assim foi.
A maior dificuldade de uma mãe ou pai ao ter gémeos é isto, não é possível ter braços para os dois, e quando um começa a ficar ansioso e a chorar só vai fazer com que o outro o fique também. E foi um dia de caos.

 

20
Jun20

Hoje fazemos 5 meses!

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Estamos na fase das mãos, estamos a descobrir as mãos e o que podemos fazer com elas.

Gostamos muito de dar as mãos, ao mano, à mãe, ao pai. Adoramos colocar as mãos na boca, aliás é o que fazemos o dia todo. Estamos agora a tentar apanhar os brinquedos mas na maioria das vezes não conseguimos ou demoramos muito tempo e ficamos irritados.

O mano Duarte já se consegue virar sozinho, mas fica sempre aflito depois de o conseguir. 

Hoje é dia de festejar mas continuamos a não poder festejar com os que mais gostamos, ainda não podemos voar.

Hoje fazemos 5 meses, hoje temos-nos aos 4 e vamos festejar. 

15
Jun20

Birras do sono misturadas com sono de periquito!

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Quem diria que dois seres tão pequenos e simpáticos iriam mexer com os nossos neurónios nervosos na altura de dormir? Estamos na fase da birra do sono.

Muito sono mas não querem dormir.

A parte mais difícil de ter gémeos, para mim, é quando acontece estas birras e quando são nos dois em simultâneo.

Choram, gritam, as nossas cabeças parece que vão entrar em curto-circuito. E quando finalmente adormecem e pensamos que vamos ter umas horas de sossego....afinal é o sono de periquito, como nós chamamos, sono de 15 minutos. Um acorda o outro e volta tudo ao mesmo.

Avós precisam-se urgente.

 

10
Jun20

E lá vamos nós para a fisioterapia!

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Pela primeira vez, o Tiago e o Duarte estão separados numa coisa, fisioterapia, o Tiago vai para a fisioterapia e o Duarte fica em casa. Este é um tema que não vos sei falar muito mas acho importante falar-vos dele, temos de estar atentos.


No hospital aconselharam-nos sempre a colocar os meninos para dormir alternando o lado para o qual viramos a cabeça, se está a dormir com ela para o lado direito depois do próximo leite devemos coloca-los com ela virada para o lado esquerdo, isto para evitar a assimetria do crânio. A cabeça de um bebé recém-nascido é pouco rígida sendo desta forma sensível às forças externas de pressão.


Enquanto eles são pequenos e no hospital foi uma tarefa fácil. Já em casa, após várias semanas, começámos a apercebermo-nos de que o Tiago tinha tendência em estar sempre virado para o lado esquerdo. Quer o metesse-mos na cama, quer no fraldário quer no ovinho, ele virava sempre para o lado esquerdo, mesmo que o metesse-mos para o direito passados cinco minutos lá estava virado para o lado esquerdo. A causa não sabemos, poderá ser do formato da cabeça dele (prematuro) ou devido a ter tido o cateter na cabeça do lado direito durante vários dias seguidos quando esteve internado, não sabemos ao certo.


Foi nos aconselhado fisioterapia, pois ele estava a ficar com os músculos mais desenvolvidos de um lado do que do outro, e também para corrigir a postura e evitar deformação na cabeça (penso que era isto, quando a médica não fala a nossa língua mãe às vezes tenho medo de não perceber alguma coisa).


E lá estamos nós (o pai e ele) a ir a fisioterapia. Notamos que o Tiago desenvolveu imenso desde que começou a fisioterapia. Apercebemo-nos também que tem uma personalidade muito vincada, só faz o que ele quer. Durante a fisioterapia e em casa faz os exercícios na perfeição, mas o lado preferido dele continua a ser o esquerdo.

 

 

 

05
Jun20

"E a adoção, ainda é uma possibilidade na vossa vida?"

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Ainda Sobre a adoção, uma questão pertinente: "E a adoção, ainda é uma possibilidade na vossa vida?"
Desde nova que tenho esse desejo no coração. A minha mãe ouvia-me algumas vezes pedir para irmos buscar um menino para ser nosso irmão, infelizmente nunca aconteceu.
Casei com uma pessoa que também estava disponível para adotar uma criança, mas, mais uma vez, infelizmente até agora não aconteceu.
Na segurança social explicaram-nos que o tempo de espera é muito porque há muitas crianças institucionalizadas mas poucas disponíveis para adoção.
A adoção ainda é uma possibilidade na nossa vida, respondendo diretamente à pergunta, não desistimos do processo continuamos em "fila de espera".
Não criamos grandes expectativas para o futuro, preferimos viver e esperar um dia de cada vez. Conheço casais que passaram 10 anos e continuam à espera. Talvez, caso aconteça, mudemos os critérios. Neste momento estamos inscritos como a aguardar um bebé de 0 a 2 anos, talvez na próxima avaliação mudemos a idade para uma criança já mais crescida.
Mas isto são todos "ses", não sabemos se algum dia seremos chamados, vou confessar que não fazia ideia que fosse tão difícil e demorado a questão da adoção. Por enquanto fica o desejo no coração, o futuro Deus sabe e aguardamos para saber se esses dias virão.

 

03
Jun20

Infertilidade - Adoção

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Adoção. Este foi um projeto que quisemos muito abraçar e foi uma das nossas primeiras opções.

Hoje faz um ano que fizemos o último tratamento de fertilidade que originou os nossos gémeos e por isso, hoje, queria partilhar convosco que sofrem ou não do problema de querer muito ter um filho e não conseguir, os outros caminhos que seguimos.

Quando se tem muito amor para dar há sempre uma criança que o precisa de receber. Eu sei que toda a gente já ouviu falar sobre adoção. Então porquê falar nisto? Porque o tempo que levamos a tomar uma decisão pode ser decisivo para todo o processo. 

O tempo é o nosso principal inimigo. Quando damos fé temos 35 anos e as filas de espera para os tratamentos de fertilidade com apoio do estado têm uma longa fila de espera, podem demorar anos e só temos até aos 39 anos. Depois esperamos até todas as opções terem esgotado e o depois, quando achamos que ainda há tempo, pode ser já tarde demais ou numa altura da nossa vida em que já estamos fora da faixa etária padrão.

Para iniciarmos o processo de adoção foi tudo muito fácil e acessível (deixo em baixo o site da segurança social com toda a informação, caso tenham interesse em saber), contactamos a equipa de adoção da segurança social da nossa área de residência, recebemos o contacto por parte deles para agendamento de uma sessão de esclarecimentos e fomos à sessão de esclarecimentos. Tudo começou desta forma, deram-nos um tempo para pensar no que realmente queríamos e entregámos a candidatura (documentos necessários). Depois foram seis meses de avaliação, umas entrevistas com a psicóloga e assistente social, o preenchimento de alguns questionários e avaliação da nossa casa. Concluída a avaliação recebemos em casa uma carta a informar que fomos aceites para adoção.

Até aqui parece tudo fácil. O murro no estômago vem com a informação de que o tempo em média de espera para receber uma criança é de sete anos. E já passaram dois anos e entretanto continuamos à espera.

Porque partilhar esta informação com vocês? Se querem mesmo não desistam e não percam tempo, às vezes perdemos um pouco a noção do tempo e quando damos por ele já estamos talvez fora de tempo.

Mas e se depois, no decorrer dos anos, sou aceite para adoção e depois engravido? É sempre possível cancelar a inscrição do processo e caso achemos que já não temos idade certa para adoção, ou caso, entretanto, já não tenhamos possibilidades financeiras e /ou filhos, podemos sempre pedir o cancelamento.

Não há nada mais gratificante do que podermos oferecer a uma criança um lar e o carinho que lhe faltou de berço. O meu conselho, em primeiro lugar é de que temos de fazer o luto sobre esta questão da infertilidade, não podemos entrar no processo de adoção quando ainda estamos no processo de frustração de tratamentos que deram errados, a adoção não pode ser usada como um penso rápido para a ferida.

Em segundo lugar, não ter medo de amar e avançar.

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Mais informação:

http://www.seg-social.pt/como-adotar

 

 

 

27
Mai20

Já somos Portugueses!

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Hoje, finalmente, fomos ao Consulado da Embaixada de Portugal tratar da cidadania. Faz quatro meses que nasceram e ainda não tinham nacionalidade, uma vez que ainda não podem ser Holandeses e porque até agora a Embaixada esteve fechada, por causa do confinamento.

Hoje fomos a Den Haag, conhecida dos portugueses como Haia, hoje finalmente somos oficialmente portugueses.

Porque é tão importante querer ter cidadania? É o sentido de pertencermos a um povo, a uma comunidade e, a cidadania, é reconhecida como o "direito a ter direitos".

Porque enquanto estamos em Portugal isto é tão pouco relevante, é um dado adquirido.

Deixo um texto de Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público' (10 Junho 2011)

"Portugal,

Estou há que séculos para te escrever. A primeira vez que dei por ti foi quando dei pela tua falta. Tinha 19 anos e estava na Inglaterra. De repente, deixei de me sentir um homem do mundo e percebi, com tristeza, que era apenas mais um dos teus desesperados pretendentes.

Apaixonaste-me sem que eu desse por isso. Deve ter sido durante os meus primeiros 18 anos de vida, quando estava em Portugal e só queria sair de ti. Insinuaste-te. Não fui eu que te escolhi. Quando descobri que te amava, já era tarde de mais.
Eu não queria ficar preso a ti; queria correr mundo. Passei a querer correr para ti - e foi para ti que corri, mal pude.

(...)

A tua pergunta bocejada, de país farto de ser amado, amado de mais, aborrecido com tanto amor, apesar da merda que tens feito e da maneira como nos pagas, é sempre a mesma: «Diz-me lá, então, porque é que me amas...»
Pois hoje vou-te dizer. Não me interessa nada a tua reacção. Estás a ver? Já comecei a mentir. É sinal que a minha carta de amor já começou.

Amo-te, primeiro, por não seres outro país. Amo-te por seres Portugal e estares cheio de portugueses a falar português. Não há nenhum outro país, por muito bom ou bonito, onde isso aconteça.
(...)


(Texto completo no Post anterior)

Fotos Den Haag - Haia

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37 anos, no estrangeiro, cesariana prematura de gémeos...sobrevivi.

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